Eustáquio Lamparina
O jornalista
Independente, rigoroso, “uma máquina”. Quer passar de Lamparina a Holofote, desde que seja ele a decidir onde a luz incide.
Um romance de Manuel Matias



Arraste para rodar o livro
Qualquer semelhança com a realidade
não é mera coincidência.
Às duas e dezassete da manhã, a República Abrilidia dormia.
Ou, pelo menos, era isso que diziam os jornais da manhã seguinte.
Naquele país, havia muitas coisas que aconteciam durante a noite e que só se tornavam verdade quando surgiam impressas.
Naquela noite, porém, alguém estava acordado.
— Já encontrou o princípio da história?
— Quem fala?
— Se continuar a escrever esse livro, vai descobrir.
A história



Personagens
O jornalista
Independente, rigoroso, “uma máquina”. Quer passar de Lamparina a Holofote, desde que seja ele a decidir onde a luz incide.
O fundador d’O Povo
Nunca levanta a voz. Nunca insulta ninguém. Limita-se a fazer perguntas, e é isso que torna as conversas tão desconfortáveis.
O diretor do Abrilmente
Amigo de Eustáquio desde a universidade. Sabe que a verdade pode ser incómoda e que a mentira, bem contada, é um excelente negócio.
A última testemunha
Um dos fundadores d’O Povo. Saiu em silêncio, nunca deu entrevistas e hoje faz pão. Ou talvez saiba mais do que diz.
Toque ou passe o dedo para iluminar
Quanto mais procurava monstros, mais encontrava seres humanos. E isso era muito mais perigoso para o seu livro.
“O arrependimento explica. O ressentimento vende.”
“Um partido onde ninguém discute não é um partido. É um velório.”
“Uma verdade incompleta pode ser muito mais útil do que uma mentira completa.”
Encomendar
Quem está, afinal,
por dentro do povo?